Linux tem nome: Ubuntu 30/03/07

Minhas primeiras experiências com Linux foram a bastante tempo atrás, não sou tão velho nesse mundo mas já se passaram muitos anos desde que instalei um tal de Conectiva 6 no meu 486. Na época eu não conhecia ninguém que rodasse Linux, na verdade nunca nem tinha visto o sistema rodando mas era um garoto curioso e queria descobrir o que era esse tal Linux. Lembro que a falta de conhecimento e conhecidos pra ajudar fizeram com que primeiro eu perdesse minha partição de dados na tentativa de instalação e depois passei uma semana no dual boot até configurar meu modem.

Com grande satisfação posso falar que usar Linux hoje não é mais tão complicado quanto já foi. E não digo isso porque conheço um pouco mais do sistema, digo isso porque agora existe o Ubuntu. Estou tendo o prazer de rodar nesse momento a versão 7.04 dessa distribuição. Essa versão é beta e o produto final sai em um mês.

Acabei de instalar o sistema e fiz as atualizações sugeridas automaticamente. Depois do reboot fui conferir a opção “Efeitos da Área de Trabalho” que permite o uso daqueles eye-candy famosos. Achei incrível habilitar essas opções com apenas dois cliques mas não gostei de ver que a cereja do bolo, desktop 3D, não funcionava. Para resolver cliquei em “Aplicações” > “Adicionar/Remover”, digitei Beryl na busca, marquei os resultados e cliquei em OK. Simples e fácil. Eles conseguiram tornar o meu artigo sobre instalação do AIGLX + Beryl algo completamente inútil.

Com um bonito e moderno desktop funcionando com menos de 5 minutos resolvi acessar internet e ver uns vídeos no YouTube. Flash Player? O Firefox avisou que eu precisava do plugin, pediu a minha confirmação e fez todo o serviço. Falando em vídeos, resolvi ir para minha coleção pessoal. Cliquei no primeiro vídeo e o Totem disse que eu não tinha codec mas me sugeriu alguns pacotes para resolver o problema. Aceitei a sugestão e pronto, vídeo rodando. Testei outros formatos e sempre que o sistema não encontrava um codec instalado automaticamente me sugeria algum pacote para resolver o problema.

Uma novidade dessa versão, que ainda não pude testar, é a opção de instalar drivers proprietários em poucos cliques. Na próxima semana devo comprar uma nova placa de vídeo e então vou poder testar esse recurso. Como tudo andou bem até agora não tenho nenhum receio de que algo possa dar errado.

A única coisa chata é que o GRUB ainda “engole” a entrada para o Windows quando adiciona algum novo kernel na lista. Se bem que com tanta facilidade e eficiência eu não faço questão nenhuma de voltar pra lá.


1 comentário

Minha “primeira vez” com o Linux foi há cerca de 8 anos, quando instalei, com um medo danado de fazer coisa errada, a versão 8.0 do Mandrake Linux (hoje, Mandriva Linux). Lembro-me de ter ficado alguns minutos olhando para o protetor de tela que rodava no meu pentium III 450 MHz e então me perguntei: e agora? O caminho foi longo, desde então, passando por muitas distribuições e aprendendo a usar o sistema, inicialmente em dual boot, até achar a gama completa de aplicativos alternativos (aqueles que, no linux, fazem exatamente, ou quase, o que os do Windows fazem), até que, ano passado, percebi que eu não usava mais a opção de inicializar o Windows que aparecia no menu do grub toda vez que eu ligava o sistema. Finalmente livre, de verdade, sem a menor dor na consciência, formatei todo o meu HD e retirei o Windows dele, aproveitando o espaço liberado para guardar meus arquivos pessoais. Até hoje, raramente tenho dificuldades com algum tipo de software que não encontre um correspondente open source e, nas pouquíssimas vezes em que isso acontece, o wine está lá, sempre pronto a dar uma força muito bem-vinda. Agora com o Ubuntu, que uso desde a versão 5.04, não quero outra vida além do mundo Gnu/Linux, pois esta distro representa o casamento perfeito do melhor SO com o meu ambiente gráfico favorito, o Gnome. Simplesmente um luxo. Vida longa ao Linux, ao Ubuntu e ao software livre. Vida longa à liberdade!

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